segunda-feira, 29 de julho de 2013

A origem do vandalismo

No remoto século 5 da era cristã, mais precisamente entre os anos de 428-9, um reduzido número de tribos germânicas, expulsas do sul da Ibéria, foi forçado a se transferir para o Norte da África. Elas ocuparam a então denominada Mauretania Caesarensis, ou Província da Mauritânia (hoje, reino do Marrocos), rapidamente se fixando em meio à administração romana (há versões que eles foram admitidos pacificamente pelo governador romano Bonifácio que procurou utilizar-se deles para reforçar o império naquela área sensível).

A maior presença entre elas era a dos vândalos (vandalen), mas ainda havia alanos, godos e hispano-romanos. O historiador bizantino Procópio da Cesareia, no livro de Bello Vandalico, (A Guerra Vândala) calculou que perfaziam uns 80 mil, todos avassalados à autoridade do chefe vândalo Genserico (Genserich).

Até então, nada indicava que especificamente aqueles bárbaros vindos do interior da Germânia desde os começos daquele século (provavelmente penetraram pelo limes romano em 407) tivessem demonstrado algum tipo de ferocidade ou de vocação predadora mais extremada do que os outros guerreiros da velha Teutônia (registraram 171 tribos germânicas na época das invasões, a maioria delas não atacou o império Romano do Ocidente).

Os vândalos eram resultado de uma união entre duas grandes correntes etno-tribais que viviam próximas na região da Silésia/Cárpatos, a dos Silingisch (silesianos) e os Hasdingische (asdinguianos). Como tantas outras tantas tribos germânicas dos séculos 4 e 5 se deslocaram para o oeste devido à pressão das hordas hunas. Tratou-se da Völkerwandergun (migração de povos) que inundou as províncias ocidentais dos césares com milhares de guerreiros teutônicos e suas famílias.

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